Mostrando postagens com marcador granja viana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador granja viana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

ALGUMA LUZ NA ESCURIDÃO DE HOJE EM DIA

Sobre pedágio
17 de fevereiro de 2010

Que petulância!
Uma empresa se dá o direito de contrariar o princípio constitucional de ir e vir. Cobra pedágio em uma rodovia construída com dinheiro arrancado da população. Consegue cobrar por quilômetro de rodovia um preço mais caro que o quilômetro de uma passagem da avião em primeira classe. Refere-se a uma aprovação de 82% para essa cobrança. Diga quem foi que votou, por favor. Será que o poder público, o grande responsável por tudo isso teria coragem de pedir a opinião da população ? É lógico que uma empresa “amiga do rei” pode ter ações em bolsa e outros sinais de riqueza. Não seriam os nossos “ditadores fiscais” (os políticos que conseguem gastar tudo que pagamos em impostos) que deveriam responder as cartas sobre pedágios ? Está chegando a hora de cobrarmos taxas para comprar uma guilhotina.

Nelson Teixeira Hirschmann

(Jornal d’aqui Cotia – Cartas)

domingo, 18 de outubro de 2009

100% PROPAGANDA ENGANOSA

Nestes dias de 2009, ao parar em semáforos da região do Butantã ou passar pelas Bancas de Jornal da Granja Viana, os cidadãos e cidadãs recebem gratuitamente impressos ditos “jornais”.

Meros panfletos com fundo publicitário burlando a rejeição de muitos a recolherem e lerem propagandas simples e diretas de lançamentos imobiliários dos mais diversos tipos.









Enormes gastos antiecológicos com papéis e impressão que muitas vezes são atirados nas lixeiras e nos lixões sem reciclagem.

Antes de citar alguns exemplos, vou tecer algumas considerações importantes para facilitar o entendimento de todos:

A moda ecológica de certa forma cria uma obrigação aos empreendedores: a de se dizerem ecologicamente corretos, mesmo que seus empreendimentos destruam grandes áreas remanescentes de Mata Atlântica e ecossistemas outros, típicos da região Sudeste.

Muitos destes escosistemas ainda estavam em recuperação desde outros períodos de desmatamento, recompondo a vegetação nativa e abrigando espécies animais. Um caso recente é o enorme desmatamento feito pela empresa de nome fantasia “Alphaville Granja Viana” para colocar e vender um empreendimento localizado na Avenida São Camilo, já no Município de Carapicuíba, mas ainda na região imobiliária da Granja Viana.

Nos Estados Unidos, os ecologistas estudaram o modus operandi implícito nas publicidades em geral.

Constataram a existência de um fenômeno burlativo para esconder a real face dos produtos e empreendimentos, incluindo as obras e os procedimentos ligados aos governos e ao poder público.

Assim, denominaram este fenômeno de “greenwashing”, em tradução direta, “lavar com o verde”, ou em tradução explicativa, literal, “usar o verde para lavar”, ou seja: usar a moda ecológica e a demanda preservacionista, para esconder ou lavar exatamente sua real intenção lucrativa que é antiecológica.

Coisas como: “empreendimento sustentável”, “sustentabilidade ambiental”, “respeitar a natureza é criar o maior parque da região”, são ditas agora para esconder o grande impacto ambiental e urbanístico gerado pela especulação dos empreendimentos imobiliários.

A meu ver, trata-se de mera propaganda enganosa para vender algo escondendo a realidade que os compradores enfrentarão depois de pegos na rede contratual.

Um espécime destes, por exemplo, intitulado "Expansão São Paulo", mostra em matéria intitulada em tom ufânico: “Cotia se Expande”, foto da SP 270, Rodovia Raposo Tavares na altura do Km 39, com transito leve de veículos, amplamente “livre” de congestionamentos, insinuando a expansão oeste como alternativa ao caos urbano da Capital, de olho em outras áreas aquém da já congestionada Cotia, potenciais locais para novos empreendimentos imobiliários e industriais talvez.

Ledo engano, propaganda enganosa.

Pois, esconde mesmo no texto acima da foto a real condição diária da SP - 270 no sentido Capital, pela manhã, e igualmente precária no sentido Interior ao anoitecer.

Outro afirma que “todos ganham com o crescimento da cidade”, referindo-se a Cotia.


Porém, Cotia é um Município sem infraestrutura eficaz de Saúde, de vias públicas, de saneamento, de distribuição de água, de transportes públicos e de segurança pública, cujo crescimento rápido e desordenado apenas fará aumentar a demanda por serviços essenciais sem contrapartida visível pelo poder público.
Mas os congestionamentos são frequentes entre Cotia e São Paulo, (acima foto do Km 26 da SP - 270 por volta das 18hs).
Aos governos somente interessa autorizarem a implantação destes empreendimentos, transformando-os de Bairros de direito em “falsos condomínios” a revelia da Lei Federal 6766/79.
Estes espécimes de “jornais-propaganda”, sempre estampam uma publicidade de empreendimentos na região e trazem matérias leves, suaves indicações de terapias, receitas culinárias, tratamentos de beleza, conselhos familiares de como educar seus filhos...para atenuação do real impacto que os produtos que propagam causarão.


Alguns se preocupam em alardear que são "jornais legalizados".

Tão "legalizados" quanto os "falsos condomínios" que divulgam.




Portanto, ao receberem um lindo panfleto ou um gratuito jornal na região Oeste da Grande São Paulo, principalmente no Butantã, na Granja Viana e na Raposo Tavares, analise bem o “Conteúdo” (outro nome de espécime panfleto-publicitária regional), e não compre rato por gato.
Dr. Ricardo A Salgueiro - Médico

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

PUNIÇÃO GERAL E IRRESTRITA, JÁ!


Recente discussão entre várias opiniões a questão da Lei da Anistia, de 1979, e o perdão “geral e irrestrito”, tanto a torturadores, quanto a terroristas ou não terroristas da época da Ditadura Militar no Brasil.

Hoje, esta discussão surge da intenção de alguns em verem punidos os antigos torturadores, muitos que continuam vivos e volta e meia aparecem na vida de ex-militantes da antiga esquerda brasileira da época.

O perdão, geral e irrestrito, atingiu a extinção de processos contra os militantes de esquerda e outros acusados, justa, injustamente, procedentemente ou não, apagando as possíveis condenações e as alegadas perseguições bem como apagou junto às possibilidades de punição aos operadores e mandantes dos paus-de-arara, choques elétricos, surras, queimaduras genitais e até de alegadas mortes e corpos jogados em alto mar.

Hoje, lutamos contra as pequenas ditaduras de grandes efeitos sociais, como exemplo a daqueles que pretendem nos torturar, tirando nosso sossego de cidadãos contribuintes e sem crimes, todos em tese, em tese repito.

Lutamos contra a ocupação de áreas públicas e a exploração destas mesmas áreas, cedidas por ocupação, à semelhança da “revolução militar de 1964”, pseudo-legalizadas pelas Leis Municipais dos Bolsões que atingem vários Municípios brasileiros.

A meu ver, somos a semelhança, os perseguidos pela ditadura das associações de bairro e pelos interesses das administradoras de condomínios e das especulações imobiliárias enquanto o outro lado, contrário a nós, são a semelhança ou mera coincidência, os militares de outrora, agindo a mão dura e a mão grande, impondo processos justos ou não, procedentes ou não, contra moradores e proprietários.

Hoje, como em 1979, há uma corrente dentre os dois lados, associações e os verdadeiros lutadores contra as associações, que prega o diálogo e a paz, dizendo ser a solução para tudo isto, definitivamente.

Hoje, como em 1979, há até os que se dizem contrários as associações, mas fazem acordos com estas e querem manter a coisa, pois sobrevivem do problema, da mazela e da ferida dos bolsões.

Acho que não podemos incorrer no mesmo erro.

O MRLL, (Movimento RenoirLutero Livre), é criticado pelas próprias e vitoriosas ações e manifestações, tidas como “agressivas”, e pela “dureza” de nossas posições.

Mas a história ensina, guardadas as proporções.

Hoje, vemos o arrependimento dos antigos militantes da esquerda que aceitaram a anistia geral e irrestrita em 1979 e agora vêm que a impunidade não resolveu o problema, não fechou as feridas, de nada serviu como exemplo e querem punição tardia e ilegal contra os torturadores.

A conversa e o diálogo, o acordo a paz aparente da lei/acordo de 1979 só geraram mais impunidade e insatisfação.

Hoje, em analogia, devemos punir os ocupadores de áreas públicas, as associações de cobradores de sobretaxas de pretensa manutenção em áreas públicas, e até mesmo, punir os “Gersons” e suas associações, que se dizem vítimas de outras associações, que se dizem do nosso lado, porém não passam de pretensos espertalhões que usam, gostam dos falsos condomínios e só não querem é pagar.

Dr. Ricardo A Salgueiro
Médico